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Banco dos BRICS lança desafio ao predomínio financeiro dos EUA

A criação do Banco de Investimentos dos países  BRICS lança desafio ao predomínio financeiro dos EUA

Fim do DólarChina diz que já há consenso para a criação de banco de investimentos dos países conhecidos pelo acrônimo de BRICS. O Banco de Investimentos do bloco deverá ser criado durante cúpula na próxima semana, no Brasil. Líderes políticos dos países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul vão se reunir em Fortaleza, no estado do Ceará.

O Banco de Investimentos do bloco deverá ser criado durante reunião de cúpula na próxima semana, no Brasil. Líderes políticos dos países Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) vão se reunir em Fortaleza, no estado do Ceará.

Da Reuters, http://portuguese.ruvr.ru e http://g1.globo.com

Os cinco países que formam os BRICS chegaram a um amplo consenso sobre a criação do banco de desenvolvimento de US$ 100 bilhões, embora algumas diferenças permaneçam, afirmou um diplomata chinês nesta segunda-feira (7) antes da reunião de cúpula no Brasil na próxima semana.

O novo banco vai simbolizar a crescente influência das economias emergentes na arquitetura financeira global, há muito dominada pelos Estados Unidos e pela Europa através do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul devem assinar um tratado para lançar oficialmente o banco quando se reunirem em Fortaleza (CE), no próximo dia 15 de julho. As negociações para criar o banco se arrastam por dois anos, com alguns membros se opondo ao desejo da China de ter uma participação maior no banco, por meio de mais capital.

Um funcionário sênior do governo brasileiro havia dito em maio que as cinco nações do Brics estavam abertas a concordar em financiar o banco da mesma forma, dando-lhes os mesmos direitos.

Falando a repórteres antes da cúpula, o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Li Baodong, disse que estava otimista: “No banco de desenvolvimento dos Brics, todas as partes têm amplo consenso sobre esta questão. Claro que existem algumas diferenças e diferentes pontos de vista sobre questões técnicas”, disse Li.

“Estamos plenamente confiantes de que podemos chegar a um consenso e criar o banco de desenvolvimento dos Brics nesta reunião”, acrescentou. “Neste tipo de problema técnico, os membros devem estabelecer um consenso através de consultas amigáveis​​”, disse Li, referindo-se à emissão de ações do banco.

O banco terá de ser ratificado pelos Parlamentos dos países e poderia começar a emprestar em dois anos, segundo informações dadas pelo funcionário brasileiro à Reuters.

O mundo já está cansado do sistema de Bretton Woods e do predomínio do dólar.

Fh9Ui0cTBLb-fdY4Cxrozjl72eJkfbmt4t8yenImKBXEejxNn4ZJNZ2ss5Ku7CxtUma alternativa já foi encontrada na União Europeia que desenvolveu sua própria divisa. Agora, vários países emergentes revelam grande interesse em relação a esta ideia.  O primeiro passo será a constituição de um banco do BRICS, capaz de financiar os maiores projetos de infraestrutura. Este banco deverá tornar-se uma alternativa ao FMI, controlado pelos EUA, do qual é muito complexo receber empréstimos e em relação ao qual os países do Grupo acumularam bastantes perguntas.

Os países do BRICS decidiram conjugar esforços, optando por ajuda mútua. Estão cansados de esperar respostas do Fundo Monetário Internacional ou do Banco Mundial que se tornaram muito politizados e severos em relação aos seus clientes. Organizações, controladas há 70 anos pelos países mais ricos do Ocidente, terão agora de ceder passo a outras. Enquanto antes elas ditavam as condições, elegendo os países dignos de ajuda para o desenvolvimento de uns ou outros projetos, agora as economias emergentes irão formar o seu próprio “clube”.

Na opinião de peritos, tal associação financeira será menos política e mais prática, permitindo se livrar do monopólio do FMI. O chamado Banco do BRICS começará a funcionar oficialmente em 2016, tendo já resolvidas todas as potenciais barreiras e divergências que impediam sua constituição. Irá integrar diretamente o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Como sustenta Roman Andreev, analista financeiro, o Banco de Desenvolvimento do BRICS seja uma alternativa digna no mundo financeiro:

“O Banco, concebido pelos países do Grupo do BRICS, irá fazer o mesmo que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, financiando défices orçamentais em períodos de uma instabilidade econômica dos países participantes do banco, assim como os projetos sociais e econômicos cujo financiamento será recusado pelo FMI, BM e outras instituições. Em outras palavras, o banco irá garantir o desenvolvimento sustentável dos países do BRICS”.

O futuro Banco de Desenvolvimento do BRICS, diferentemente do FMI e outras instituições financeiras, não vai exigir a aplicação obrigatória de reformas estruturais, a elevação de impostos ou a pressão política, ligada à vontade de um ou de outro membro do FMI de intervir nos assuntos internos de outro país. Mais uma diferença importante será uma distribuição igual das quotas-partes no banco. Entretanto, as quotas do FMI foram distribuídos durante várias décadas segundo padrões antigos, mas a economia da China, nestes tempos, cresceu em várias vezes.

Ao mesmo tempo, os EUA não estão interessados em perder o direito de veto, renunciando a ratificar as novas regras de distribuição de quotas. Em resultado, a China não pode emprestar montantes necessários ao FMI. O mesmo diz respeito a outros países. Em outras palavras, a estrutura do FMI tem caducado e exige uma revisão. Comenta uma analista, Anna Kokareva:

“O FMI renunciou a financiar projetos do Brasil, Índia e África do Sul. Estatisticamente, a presença do FMI e do BM naqueles países não é grande. Eles precisam de meios para o desenvolvimento e decidiram por isso constituir um banco análogo que, porém, será mais leal a eles”.

Os cinco países do BRICS incluem quase 50% da população mundial e por isso há muitos projetos que devem ser financiados. Inicialmente, o capital bancário não será suficiente para financiar todos os projetos. Mas os cinco países já acordaram que o capital do banco do BRICS seja aumentado, continua Anna Kokareva: 

“O banco terá seu capital social que na etapa atual constituirá US$ 50 bilhões de dólares. Os votos serão distribuídos pelo princípio de paridade e os projetos serão discutidos, votados e só após a aprovação – financiados”.

É evidente que inicialmente o Banco de Desenvolvimento do BRICS não poderá substituir o FMI. Mas os países do Grupo não pretendem por enquanto alcançar tais objetivos. Mas o surgimento de tal instrumento como banco de desenvolvimento ajudará estes países a desenvolver-se, podendo no futuro desfiar o predomínio dos EUA no mundo financeiro.

Fonte

9 de julho de 2014
Posted by Unknown

Política externa de Washington está em crise

Cada ano que passa os Estados Unidos têm cada vez mais problemas em elaborar sua política externa. Uma das razões de tal estado de coisas é a incapacidade dos norte-americanos de avaliar o estado real da situação na arena internacional e sua capacidade de influência sobre a situação. A presidência de Obama pode se tornar um exemplo clássico desta tese.

Política externa de Washington está em crise | Barack ObamaHá dias, o presidente dos EUA voltou a ameaçar a Rússia com sanções. Isso aconteceu logo depois de Vladimir Putin ter retirado do Conselho da Federação o seu pedido para permitir o uso das forças armadas do país no território da Ucrânia. Os senadores prontamente cancelaram sua própria decisão, negando assim ao chefe de Estado o direito de intervir militarmente na tragédia ucraniana.

Moscou demonstrou obviamente ser um país pacífico, talvez até mesmo em detrimento de seus próprios interesses de longo prazo. Mas isso não convenceu Barack Obama. Voltando ao seu tema favorito de sanções, ele mostrou uma desconfiança patológica em relação à Rússia, própria do establishment político norte-americano. No entanto, a elite de negócios dos EUA, aparentemente, tem uma visão diferente.

A Câmara de Comércio dos EUA e a Associação Nacional de Fabricantes (NAM, na sigla inglesa) planejam publicar em 26 de junho em The New York Times, The Wall Street Journal e The Washington Post um aviso de que novas sanções contra a Rússia podem prejudicar os trabalhadores e empresários norte-americanos. O único resultado de sanções adicionais será a expulsão das empresas norte-americanas dos mercados estrangeiros e a perda de oportunidades comerciais a empresas de outros países, dizem especialistas. Eis o que diz o analista político Yuri Solozobov:

“Hoje não estamos em guerra fria. Embora mesmo naquela altura a Rússia podia obter tecnologias de dupla utilização através da Áustria e da Finlândia. E, num mundo aberto, a Rússia pode pegar quaisquer componentes de países do sudeste Asiático, quaisquer tecnologias, inclusive ultramodernas, que são fornecidas mesmo aos EUA para a produção de mísseis.

As sanções antirrussas não têm sentido. No pacote apresentado à Rússia não está a palavra mais terrível – “energia”. Porque sanções energéticas significam prejuízo automático para a Europa no montante de um trilhão de euros já este inverno. Isso é, obviamente, vantajoso para os EUA, permitindo criar uma zona de comércio livre com um parceiro fraco. Mas a UE entende que assim ela está sendo colocada de joelhos”.

É de notar que o curso antirrusso como parte da política externa dos EUA não é apoiado por 60% dos norte-americanos. E o número de concidadãos céticos de Obama está constantemente crescendo. Aparentemente, a culpa de tudo é da crise total da política externa na Colina do Capitólio: a Rússia, a Ucrânia, as relações com os parceiros ocidentais – a estes problemas agora se juntou também o Iraque, cujo governo pró-americano está à beira de uma derrota militar por extremistas de repente tomaram várias grandes cidades e uma grande parte do país.

Resumindo, o fracasso sente-se literalmente em todas as direções, diz o analista disse Dmitri Abzalov:

“O mundo mudou nos últimos anos. Cresceram jogadores regionais independentes capazes de uma agenda independente ditada por seus próprios interesses, ao invés de projetos externos. Apesar do discurso duro, nem sequer na Europa Ocidental estão interrompendo contatos com Moscou. O curso antirrusso é economicamente inviável. Crescem sentimentos pró-russos. A nível nacional o diálogo bilateral com a Rússia está se tornando mais importante do que os projetos da coalizão. É fácil de entender Obama. Mas suas declarações estão fracamente ligadas ao que realmente está acontecendo na política internacional”.

No mundo moderno em rápida mudança a situação exige flexibilidade e perspicácia em relações com amigos e inimigos. Pelo contrário, uma linha política baseada no uso da força está se tornando cada vez menos desejável e justificada.

Obama não quer ou não pode notar isso. Tal posição se tornou para ele um fardo sério, dificultando o desenvolvimento e a implementação de uma política externa realista e eficaz. [Fonte]

25 de junho de 2014
Posted by Unknown

Suíça : banco de compensações internacionais controlam o dinheiro do mundo

reportagem é publicada pelo sítio RT, 03-03-2014. A tradução é do Cepat. – reproduzido e editado p/ Cimberley Cáspio

Suíça : banco de compensações internacionais controlam o dinheiro do mundoBasileia, Suíça — A base de poder do mundo mudou… ela não está mais em Londres, Nova York, Washington ou Tóquio. Também não está em Pequim ou em Moscou. Está em Basileia, na Suíça. Em 1930, o Banco de Compensações Internacionais (BIS, de Bank for International Settlements) foi fundado como resultado do Plano Young, assim nomeado em homenagem ao homem que presidia o Comitê de Reparação dos Aliados, Owen D. Young.
basileia3Basileia foi escolhida como local porque todos poderiam chegar ali de trem a partir de qualquer parte da Europa para participar dos encontros. Quando você sai da estação de trem principal, o BIS está a uma distância de apenas um quarteirão. O moderno edifício de 18 andares esconde o poder que se estende globalmente. Não há nada no edifício que chame a atenção, exceto uma placa perto das portas frontais de vidro que basicamente diz que aquela é uma propriedade privada. Pessoas poderosas e influentes de todo o mundo entram no edifício do BIS discretamente e são distinguidas dos cidadãos comuns por seus ternos sociais e crachás de identificação
Em resumo,aqui é o centro de poder,de onde se governa o mundo.
imagem:novaordemglobal.blogspot.com

Autora: Joan Veon

Karen Hudes, ex-informante do Banco Mundial, despedida por ter revelado informação sobre a corrupção no banco, explicou com detalhes os mecanismos bancários para dominar nosso planeta.

Karen Hudes, graduada pela escola de Direito de Yale, trabalhou no departamento jurídico do Banco Mundial durante 20 anos. Na qualidade de ‘assessora jurídica superior’, teve suficiente informação para obter uma visão global de como a elite domina o mundo. Desse modo, o que conta não é uma ‘teoria da conspiração’ a mais.

De acordo com a especialista, citada pelo portal Exposing The Realities, a elite usa um núcleo hermético de instituições financeiras e de gigantes corporações para dominar o planeta.

Citando um explosivo estudo suíço de 2011, publicado na revista ‘Plos One’ a respeito da “rede global de controle corporativo”, Hudes enfatizou que um pequeno grupo de entidades, em sua maioria instituições financeiras e bancos centrais, exerce uma enorme influência sobre a economia internacional nos bastidores. “O que realmente está acontecendo é que os recursos do mundo estão sendo dominados por esse grupo”, explicou a especialista com 20 anos de trabalho no Banco Mundial, e acrescentou que os “capturadores corruptos do poder” também conseguiram dominar os meios de comunicação. “Isso é permitido a eles”, assegurou.

O estudo suíço que mencionou Hudes foi realizado por uma equipe do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique. Os pesquisadores estudaram as relações entre 37 milhões de empresas e investidores de todo o mundo e descobriram que existe uma “super-entidade” de 147 megacorporações muito unidas e que controlam 40% de toda a economia mundial.

Contudo, as elites globais não controlam apenas essas megacorporações. Segundo Hudes, também dominam as organizações não eleitas e que não prestam contas, mas, sim, controlam as finanças de quase todas as nações do planeta. São o Banco Mundial, o FMI e os bancos centrais, como a Reserva Federal Estadunidense, que controla toda a emissão de dinheiro e sua circulação internacional.

O banco central dos bancos centrais

A cúpula desse sistema é o Banco de Compensações Internacionais: o banco central dos bancos centrais.

bancos-internacionais“Um organização internacional imensamente poderosa da qual a maioria nem sequer ouviu falar controla secretamente a emissão de dinheiro do mundo inteiro. É o chamado Banco de Compensações Internacionais [Bank for International Settlements]. Trata-se do banco central dos bancos centrais, localizado na Basileia, Suíça, mas que possui sucursais em Hong Kong e na Cidade do México. É essencialmente um banco central do mundo não eleito, que tem completa imunidade em matéria de impostos e leis internacionais (…). Hoje, 58 bancos centrais em nível mundial pertencem ao Banco de Compensações Internacionais, e tem, em muito, mais poder na economia dos Estados Unidos (ou na economia de qualquer outro país) que qualquer político. A cada dois meses, os banqueiros centrais se reúnem na Basileia para outra ‘Cúpula de Economia Mundial’. Durante essas reuniões, são tomadas decisões que atingem a todo homem, mulher e criança do planeta, e nenhum de nós tem voz naquilo que se decide. O Banco de Compensações Internacionais é uma organização que foi fundada pela elite mundial, que opera em benefício da mesma, e cujo fim é ser uma das pedras angulares do vindouro sistema financeiro global unificado”.

Segundo Hudes, a ferramenta principal de escravizar as nações e Governos inteiros é a dívida.

“Querem que sejamos todos escravos da dívida, querem ver todos os nossos Governos escravos da dívida, e querem que todos os nossos políticos sejam adidos das gigantes contribuições financeiras que eles canalizam em suas campanhas. Como a elite também é dona de todos os principais meios de informação, esses meios nunca revelarão o segredo de que há algo fundamentalmente errado na maneira como funciona nosso sistema,onde o mundo inteiro trabalha,para sustentar a riqueza e o luxo de alguns poucos”, afirmou

Fonte: http://goo.gl/hFNlWE

Fonte | Via colaboradora Marluce de Oliveira

22 de junho de 2014
Posted by Unknown

Agenda Bilderberg Revelada: Elite Desesperado para Resgatar o Mundo Unipolar

Infowars
0171A reunião Bilderberg 2014 em Copenhague, na Dinamarca, está ocorrendo em meio a um clima de pânico para muitos dos 120 globalistas definidos para participar da confabulação secreta, com a intransigência da Rússia sobre a crise na Ucrânia e da revolução anti-UE varrendo a Europa representam uma séria ameaça para a ordem mundial unipolar que os Bilderberg gastaram mais de 60 anos ajudando a construir.
Fontes internas confirmaram ao Infowars que a conferência de elite, que acontecerá a partir de quinta-feira no 5 estrelas Marriott Hotel, vai ter seu foco em torno de como fazer descarrilar o despertar político global que ameaça atrapalhar a agenda de longa data dos Bilderberg para centralizar o poder em uma federação política mundial, um objetivo a ser avançado com a passagem do Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP), que será sem dúvida um tema central de discussão na reunião deste ano.
O TTIP representa um componente integral da tentativa dos Bilderberg resgatarem o mundo unipolar, criando uma "empresa mundial", inicialmente uma zona de comércio livre, que ligaria os Estados Unidos com a Europa. Assim como a União Europeia começou como uma simples área de livre comércio e acabou por ser transformada em uma federação política que controla mais de 50 por cento das leis e regulamentos dos estados membros, com total desprezo pela soberania nacional e da democracia, o TTIP é projetado para realizar o mesmo objetivo, só que em uma escala bem maior.
O acordo está sendo liderado pelo Representante Comercial dos EUA de Obama, Michael Froman, um informante de Wall Street e um membro do CFR, organização irmã dos Bilderberg. Froman está simultaneamente ajudando a construir um outro bloco deste governo global, a Parceria Trans-Pacífico (TPP), que é um projeto semelhante envolvendo países asiáticos.
Dado que os Bilderberg planejaram criar a moeda única Euro desde 1955 (o presidente dos Bilderberg Étienne Davignon se gabou sobre como a moeda única Euro foi uma ideia do Bilderberg em uma entrevista em 2009), os resultados das eleições europeias tem certamente levantado o alerta entre os globalistas Bilderberg, que estão horrorizados que sua super planejada UE esteja sendo corroída como resultado de uma resistência populista centrada principalmente em torno da animosidade para com políticas de imigração descontrolada.
Na Dinamarca, o murmúrio está centrado em torno de Morten Messerschmidt e do Partido do Povo Dinamarquês, que ganhou 27% dos votos nas eleições europeias e duplicou o seu número de deputados. Embora alguns sejam cautelosos com as inclinações de extrema-direita de Messerschmidt, seu sucesso reflete um ressentimento geral, não só na Dinamarca, mas em toda a Europa em relação à imigração e ao estado de bem-estar.
Enquanto isso, na França, Marine Le Pen está conquistando um papel como o rosto de um movimento conservador que ameaça "quebrar uma Europa unida", com a sua vitória na eleição europeia sendo descrita como um "terremoto" que abalou o coração político da Europa.
Os eleitores do Reino Unido também proferiram uma enorme rejeição da UE e, por sua vez os Bilderberg, com o sucesso de Nigel Farage e UKIP, um triunfo cético que alguns estão rotulando como o "mais extraordinário" resultado de eleição em 100 anos.
Assim como o TTIP e as consequências do desastre da eleição europeia, os Bilderberg irão enfrentar uma série de outras questões-chave, a maioria das quais vão girar em torno do esforço contínuo para centralizar o poder econômico sob várias formas diferentes, incluindo um imposto sobre o carbono pagos diretamente às Nações Unidas, com o choque financeiro sendo tomado por indivíduos enquanto as grandes empresas terão concessões especiais que lhes permitirão continuar a poluir.
A estrondosa crise na Ucrânia e as relações entre a Rússia e a OTAN também serão um ponto chave nas discussão dos Bilderberg em 2014. Os globalistas agora consideram que Vladimir Putin tenha condenado a Rússia ao ostracismo em relação à nova ordem mundial, porque ele se atreveu a "desafiar o sistema internacional", como John Kerry colocou.
Os Bilderberg irão discutir os temores de que Putin tem a intenção de construir uma ordem mundial alternativa baseada em torno dos países BRICS, um sistema "multi-polar", que iria devastar o dólar como moeda da reserva mundial e também diluir fortemente os atuais eixos de poder EUA-UE-OTAN.
Os repórteres do Infowars estarão no local durante toda esta semana para cobrir a conferência Bilderberg 2014, em Copenhague, na Dinamarca.

Fontes:
- Blog Anti-NOM: [Bilderberg 2014] Lista Oficial de Participantes e os Temas a Serem Discutidos
- Infowars: Official Bilderberg 2014 membership list released
- Infowars: Bilderberg agenda revealed: elite desperate to rescue unipolar world
- Infowars: Leaked 1955 Bilderberg doc outline plan for single european currency
- Prison Planet: Bilderberg-chairman: ‘Bilderberg helped create the Euro’
- The Guardian: Far-right takes victory in Danish European elections
- The Star: Marine Le Pen, the new face of Europe’s rising far-right
- The Telegrapgh: European Elections 2014: Nigel Farage hails 'most extraordinary result' for 100 years
Leia mais: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-bilderberg-2014-lista-oficial-de-participantes-e-os-temas-a-serem-discutidos#ixzz33cVT4sSm

A Sociedade Industrial e Seu Futuro

por Theodore Kaczynski ("Unabomber")

1. A Revolução Industrial e suas conseqüências foram um desastre para a raça humana. Aumentou enormemente a expectativa de vida daqueles que vivem em países «avançados», mas desestabilizou a sociedade, tornou a vida um inferno, submeteu seres humanos a indignidades, provocou sofrimento psicológico (no terceiro mundo sofrimento físico) e infligiu um dano severo ao mundo natural. O contínuo desenvolvimento da tecnologia piorará a situação. Certamente submeterá os seres humanos a grandes indignidades e infligirá maior dano ao mundo natural, provavelmente conduzirá a um grande colapso social e sofrimento psicológico, e pode incrementar o sofrimento físico inclusive em países «avançados».
2. O sistema tecnológico-industrial pode sobreviver ou pode fracassar. Se sobrevive, PODE conseguir eventualmente um nivel baixo de sofrimento físico e psicológico, mas só depois de passar por um grande e penoso período de ajuste e apenas mediante o custo permanente de reduzir o ser humano e a outros muitos organismos vivos a produtos de engenharia e meras engrenagens da maquinaria social. Ademais, se o sistema sobrevive, as conseqüências serão inevitáveis: não há como reformar ou modificar o sistema nem como preveni-lo de privar as pessoas de liberdade e autonomia.
3. Se o sistema fracassar as conseqüências ainda serão muito penosas. Quanto mais o sistema crescer mais desastrosos serão os resultados de seu fracasso, de forma que se vai fracassar, melhor fracassar logo do que depois.
4. Por isso advogamos uma revolução contra o sistema industrial. Esta revolução pode ou não usar a violência: pode ser súbita ou pode ser um processo relativamente gradual abarcando poucas décadas. Não podemos predizer nada disso. Tudo que podemos fazer é delinear de uma forma geral as medidas que aqueles que odeiam o sistema industrial deveriam tomar para preparar o caminho para uma revolução contra esta forma de sociedade. Não deve ser uma revolução POLÍTICA. Seu objeto não será derrubar governos, mas as bases econômicas e tecnológicas da sociedade atual.
5. Neste artigo abordamos apenas alguns dos acontecimentos negativos que engordaram demasiado o sistema tecnológico-industrial. Ademais, aqui apenas mencionamos tais acontecimentos resumidamente ou os ignoramos em sua totalidade. Isto não quer dizer que consideramos os demais acontecimentos triviais. Por razões práticas, tivemos que limitar nossas discussões a áreas que não receberam suficiente atendimento do público ou nas quais temos algo novo que dizer. Por exemplo, na medida em que estão bem reveladas as tendências ambientais e a desertificação, escrevemos muito pouco sobre a degradação do meio ambiente ou a destruição da natureza selvagem, embora consideremos tais coisas de grande importância.


 

PSICOLOGIA DO ESQUERDISMO MODERNO


6. Quase todo mundo concorda que vivemos numa sociedade profundamente nociva. Uma das manifestações mais evidentes da loucura de nosso mundo é o esquerdismo, de forma que uma discussão sobre a psicologia do esquerdismo nos pode servir de introdução ao debate dos problemas da sociedade moderna em geral.
7. Mas, o que é esquerdismo? Durante a primeira metade do século XX pôde ser praticamente identificado com o socialismo. Hoje o movimento está fragmentado e não está claro quem pode ser chamado propriamente de esquerdista. Quando neste artigo falamos de esquerdistas pensamos principalmente em socialistas, coletivistas, «politicamente corretos», feministas, ativistas pelos direitos dos homossexuais, dos descapacitados, ativistas pelos direitos dos animais. Mas nem todos os que se associam a algum destes movimentos é um esquerdista. Não se trata de um movimento ou de uma ideologia mas de um tipo psicológico, ou, melhor dito, uma coleção de tipos relacionados. Assim, o que queremos dizer com «esquerdista» aparecerá com mais clareza no curso da discussão da psicologia esquerdista. (Veja também parágrafos 227-230).
8. Mesmo assim, nossa concepção ficará menos clara do que desejaríamos, mas parece não ter remédio para isto. Tudo o que tentamos fazer é indicar de uma maneira tosca e aproximada as duas tendências psicológicas que cremos ser as principais forças condutoras do esquerdismo moderno. Com isto não pretendemos estar dizendo TODA a verdade. Ademais, nossa discussão abarca apenas o esquerdismo moderno. Deixamos aberta a questão sobre o esquerdismo do século XIX e princípios do XX.
9. As duas tendências psicológicas que servem de base ao esquerdismo moderno chamamos de «sentimentos de inferioridade» e «sobressocialização». Enquanto os sentimentos de inferioridade caracterizam todo esquerdismo, a sobressocialização caracteriza apenas um determinado segmento do esquerdismo moderno, mas este segmento é altamente influente.


 

SENTIMENTOS DE INFERIORIDADE


10. Por «sentimentos de inferioridade» não nos referimos apenas aos sentimentos de inferioridade no sentido estrito, mas a todo espectro relacionado: baixa auto-estima, sentimentos de impotência, tendências depressivas, derrotismo, culpa, auto-aborrecimento, etc. Argumentamos que alguns esquerdistas modernos tendem a tais sentimentos (mais ou menos reprimidos) e como eles são decisivos para determinar a direção do esquerdismo moderno.
11. Quando alguém interpreta como depreciativo quase tudo o que se diz dele (ou a respeito de grupos com quem se identifica), concluímos que tem sentimentos de inferioridade ou baixa auto-estima. Esta tendência é evidente entre os defensores dos direitos das minorias, independente de pertencerem ou não à minoria cujos direitos defendem. São hipersensíveis diante das palavras usadas para designá-las. Os termos «negro», «oriental», «descapacitado», «índia» para um africano, um asiático, uma pessoa impossibilitada, uma mulher originária não tinham uma conotação depreciativa. «Rapariga» era simplesmente o equivalente feminino para moça. As conotações negativas foram agregadas a estes termos pelos próprios ativistas. Alguns defensores dos direitos dos animais foram tão longe ao ponto de recusar a palavra «mascote» e fazer questão de sua substituição por «animal de companhia». Antropólogos esquerdistas exageram ao ponto de evitar falar qualquer coisa a respeito de pessoas primitivas que possa ser interpretado como negativo: querem substituir a palavra «primitivo» por «iletrado». Parecem quase paranóicos sobre qualquer coisa que lhes sugira que alguma cultura primitiva seja inferior à nossa. (Não queremos dizer que as culturas primitivas SÃO inferiores à nossa. Somente apontamos a hipersensibilidade destes antropólogos).
12. Aqueles que são mais sensíveis à terminologia «politicamente correta» não são os negros médios habitantes do gueto, imigrantes asiáticos, mulheres maltratadas ou pessoas deficientes, senão uma minoria de ativistas, muitos dos quais não pertencem a nenhum grupo «oprimido», mas que provem de estratos sociais privilegiados. A correção política tem seu maiores intusiastas entre os professores universitários, os quais têm emprego seguro, salários confortáveis, e a maioria deles são varões brancos heterossexuais de famílias de classe média.
13. Muitos esquerdistas têm uma intensa identificação com os problemas de grupos que têm um esteriótipo de débeis (mulheres), derrotados (índios americanos), repelentes (homossexuais), ou aparentemente inferiores. Nunca admitirão em seu foro interno que têm tais sentimentos, mas é precisamente por sua visão destes grupos como inferiores que se identificam com seus problemas. (Não sugerimos que mulheres, índios, etc., SÃO inferiores; só estamos fazendo uma anotação sobre a psicologia esquerdista).
14. As feministas estão ansiosamente desesperadas por demonstrar que as mulheres são tão fortes e capazes quanto os homens. Elas estão claramente esmagadas pelo medo de que as mulheres possam NÃO ser tão fortes e capazes quanto os homens.
15. Os esquerdistas odeiam todo esteriótipo de ser forte, bom e exitoso. Eles odeiam os Estados Unidos, odeiam a civilização ocidental, odeiam aos varões brancos, odeiam a racionalidade. As razões que dão para odiar o ocidente, etc. claramente não coincidem com seus motivos reais. DIZEM que odeiam o ocidente porque é guerreiro, imperialista, sexista, etnocêntrico, mas quando as mesmas faltas aparecem em países socialistas ou culturas primitivas, encontram desculpas para eles ou, quando muito, admitem-no RESMUNGANDO, enquanto destacam (muitas vezes exagerando muito) estas faltas quando aparecem em civilizações ocidentais. Assim, está claro que estas faltas não são os motivos reais para odiar os Estados Unidos e ocidente: odeiam os Estados Unidos e o ocidente porque são fortes e exitosos.
16. Palavras como «autoconfiança», «segurança», «iniciativa», «empreendimento», «otimismo», etc. jogam um papel muito pequeno no vocabulário liberal e esquerdista. O esquerdismo é antiindividualista, é procoletivista. Querem a sociedade para que ela resolva as necessidades de todo mundo, por eles e para cuidar deles. Não é a classe de pessoas que têm um sentido interior de confiança em suas próprias habilidades para resolver seus próprios problemas e satisfazer suas próprias necessidades. O esquerdista opõe-se ao conceito de competição porque, interiormente, sente-se perdedor.
17. As formas de arte que apelam aos intelectuais do esquerdismo moderno tendem a enfocar-se na sordidez, na derrota e no desespero ou, por outro lado, tomam um tom orgiástico, renunciando ao controle racional, como se não tivesse esperança de conseguir nada através do cálculo racional e tudo o que ficou de fora deve submergir na sensação do momento.
18. Os filósofos esquerdistas modernos tendem a recusar a razão, a ciência, a realidade objetiva e fazem questão de que tudo é culturalmente relativo. É justo que se faça perguntas sérias sobre os fundamentos do saber científico e sobretudo como o conceito de realidade objetiva pode ser definido. Mas é óbvio que estes filósofos não são simplesmente lógicos de cabeça fria que sistematicamente analisam os fundamentos do conhecimento. Estão profundamente envolvidos emocionalmente em seu ataque à verdade e à realidade. Atacam estes conceitos por suas necessidades psicológicas. Seu ataque é uma saída para a hostilidade, e ao ser exitoso, satisfaz o impulso pelo poder. Mais importante, os esquerdistas odeiam a ciência e a racionalidade porque classificam certas crenças como verdadeiras (isto é, sucesso, superior) e outras crenças como falsas (isto é, fracasso, inferior). Os sentimentos esquerdistas de inferioridade estão tão profundamente arraigados que não podem tolerar nenhuma classificação de algo como exitoso ou superior e outra coisa como fracassada ou inferior. Isto também sublinha a rejeição de muitos com relação à doença mental e a utilidade das provas de inteligência. São antagonistas das explicações genéticas das habilidades ou condutas humanas porque estas explicações tendem a fazer aparecer algumas pessoas como superiores ou inferiores a outras. Preferem dar à sociedade o mérito ou a culpa para uma habilidade ou carência individual. Assim, se uma pessoa é «inferior» não é sua culpa, mas da sociedade, porque não foi educada corretamente.
19. O esquerdista não é a classe de pessoa cujos sentimentos de inferioridade fazem dela um bravo, um egoísta, um valentão, um promotor de si mesmo, um competidor cruel. Esta classe de pessoa não perdeu totalmente sua confiança. Tem um déficit em seu sentido de poder e em seu valor, mas ainda se pode conceber tendo a capacidade para ser forte, e seus esforços por fortalecer-se produzem seu comportamento desagradável. Alegamos que TODOS, ou quase todos, os fanfarrões e os competidores cruéis sofrem sentimentos de inferioridade. Mas o esquerdista vai bem além disso. Seus sentimentos de inferioridade estão tão arraigados que não pode conceber-se como um indivíduo forte e valioso. Daí o coletivismo do esquerdista: só pode sentir-se forte como membro de uma organização grande ou de um movimento de massas com o qual possa identificar-se.
20. Atendimento à tendência masoquista das táticas esquerdistas: protestam deitando na frente dos veículos, provocam intencionadamente à polícia ou aos racistas para que os maltratem, etc. Estas táticas com freqüência podem ser efetivas, mas muitos as usam, não como meios para um fim, senão porque PREFEREM táticas masoquistas. O ódio pelo ódio é característica esquerdista.
21. Podem reivindicar que seu ativismo é motivado pela compaixão ou por princípios morais, e os princípios morais exercem um papel nos esquerdistas do tipo sobressocializado, mas a compaixão e os princípios morais não podem ser os principais motivos para seu ativismo. A hostilidade é um componente que salta aos olhos no comportamento esquerdista, do mesmo modo que o impulso pelo poder. Ademais, muitos dos comportamentos esquerdistas não são racionalmente calculados para servir de benefício àqueles a quem clamam estar tentando ajudar. Por exemplo, se alguém crê que ações afirmativas são boas para o povo negro, faz sentido demandar ações afirmativas em termos hostis ou dogmáticos? Obviamente, implementar uma aproximação diplomática e conciliadora é mais produtivo do que fazer concessões verbais e simbólicas a brancos que pensam e implementar ações afirmativas que os discriminem. Mas os ativistas esquerdistas não tomarão tais atitudes porque não satisfarão suas necessidades emocionais. Ajudar negros não é sua verdadeira finalidade. Em vez disso, os problemas raciais servem a eles como desculpa para expressar sua própria hostilidade e frustração diante de sua necessidade de afirmação. Fazendo isto eles realmente provocam dano ao povo negro, porque a atitude hostil dos ativistas para com a maioria branca tende a intensificar o ódio racial.
22. Se nossa sociedade não tivesse nenhum problema social, teriam que INVENTAR problemas com objetivo de mostrar uma desculpa para organizar um alvoroço.
23. Enfatizamos que o precedente não pretende ser uma descrição exata de todo mundo que possa considerar-se um esquerdista. É só uma indicação tosca de uma tendência geral.


 

SOBRESSOCIALIZAÇÃO


24. Os psicólogos usam o termo «socialização» para designar o processo pelo qual os meninos são treinados para pensar e atuar como manda a sociedade. Diz-se que uma pessoa está bem socializada se ela obedece e crê no código moral de sua sociedade e se encaixa bem como parte do funcionamento desta. Pode parecer com pouco sentido dizer que muitos esquerdista estão sobressocializados, desde que o esquerdista é percebido como um rebelde. No entanto, a posição pode ser defendida: muitos não são tão rebeldes como parecem.
25. O código moral de nossa sociedade é tão exigente que ninguém pode pensar, sentir e atuar de uma forma completamente moral. Por exemplo, supõe-se que não podemos odiar a ninguém, no entanto quase todo mundo odeia ou odiou alguém alguma vez, quer admita ou não. Algumas pessoas estão tão altamente socializadas que tentam pensar, sentir e atuar moralmente, impondo um severo ônus a si mesmas. Com objeto de eludir sentimentos de culpa, continuamente têm que se enganar sobre seus próprios motivos e encontrar explicações morais para sentimentos e ações que na realidade não têm origem moral. Usamos o termo sobressocializado para descrever tais pessoas. Durante o período Vitoriano muita gente sobressocializada sofreu sérios problemas psicológicos como resultado de reprimir ou tentar reprimir seus sentimentos sexuais. Freud aparentemente baseia suas teorias em gente deste tipo. Hoje em dia o foco da socialização se transladou do sexo para a agressão.
26. A sobressocialização pode conduzir a uma baixa autoestima, sentimentos de impotência, derrotismo, culpa, etc. Um dos mais importantes recursos pelos quais nossa sociedade socializa os meninos é fazendo-os sentir envergonhados do comportamento ou da fala que é contrária às expectativas da sociedade. Se isto é excessivo ou se um garoto em particular é especialmente sensível a tais sentimentos, acaba por sentir-se envergonhado de SI MESMO. Ademais o pensamento e o comportamento da pessoa sobressocializada são mais restringidos pelas expectativas da sociedade do que da pessoa levemente socializada. A maioria das pessoas adota uma quantidade significativa de comportamento travesso. Mente, comete roubos desprezíveis, viola normas de tráfego, gazeteia o trabalho, odeia alguém, diz coisas rancorosas ou usa truques para levar vantagem sobre outros. A pessoa sobressocializada não pode fazer tais coisas, se faz origina um sentimento de vergonha e autoaborrecimento. A pessoa sobressocializada inclusive não pode experimentar, sem culpabilidade, pensamentos ou sentimentos que são contrários à moralidade aceita; não pode ter idéias «impuras». E a socialização não é só um problema de moralidade; estamos socializados para confirmar muitas normas de comportamento que não estão sob o encabeçamento da moralidade. Assim a pessoa sobressocializada está retida por uma correia psicológica e passa sua vida correndo pelas trilhas que a sociedade abriu para ele. Em muita gente sobressocializada isto resulta num sentido de coação e impotência que pode ser uma severa pena. Sugerimos que a sobressocialização está entre as crueldades mais sérias que os seres humanos infligem uns a outros.
27. Deduzimos que um segmento muito importante e influente da esquerda moderna está sobressocializado e que sua sobressocialização é de grande importância na determinação da direção do esquerdismo moderno. Os esquerdistas do tipo sobressocializado tendem a ser intelectuais ou membros da classe média alta. Note-se que os intelectuais universitários, sem incluir necessariamente os especialistas em engenharia ou ciência «hard», constituem o segmento mais altamente socializado de nossa sociedade e a ala mais esquerdista.
28. O esquerdista do tipo sobressocializado trata de fugir de sua correia psicológica e reafirmar sua autonomia rebelando-se. Mas normalmente não é suficientemente forte ao ponto de rebelar-se contra os valores mais básicos da sociedade. Em termos gerais, as finalidades dos esquerdistas de hoje NÃO estão em conflito com a moral estabelecida. Quer dizer, a esquerda toma um princípio da moral estabelecida, adota-o a sua maneira e então acusa a corrente majoritária da sociedade de violar esse princípio. Exemplos: igualdade racial, igualdade dos sexos, ajuda ao pobre, paz opondo-se à guerra, pacifismo generalizado, liberdade de expressão, amabilidade aos animais. Ainda mais fundamental, a obrigação da pessoa de servir à sociedade e a obrigação da sociedade de estar a serviço da pessoa. Todos estes foram valores profundamente arraigados em nossa sociedade (ou ao menos por muito tempo em sua classe média e alta). Há bastante gente na classe média e alta que resiste a alguns destes valores, mas normalmente sua resistência está mais ou menos encoberta. Tal resistência aparece nos meios de comunicação de massa de uma forma bem limitada. O principal impulso da propaganda em nossa sociedade é a favor dos valores declarados. A principal razão para que tais valores prevaleçam, por assim dizer, como valores oficiais de nossa sociedade é que eles são úteis ao sistema industrial. A violência é reprovada porque transtorna o funcionamento do sistema. O racismo é reprovado porque os conflitos étnicos também o transtornam. A discriminação desperdiça o talento dos membros de um grupo minoritário que pode ser útil para o sistema. A pobreza deve ser «curada» porque a classe baixa causa problemas ao sistema e o contato com esta abate a moral das outras classes. As mulheres são animadas a ter carreiras porque seu talento é valioso para o sistema e, ainda mais importante, por meio do trabalho regular as mulheres estão melhor integradas ao sistema e se atam diretamente a ele mais do que com suas famílias. Isto ajuda a debilitar a solidariedade familiar. (Os líderes do sistema dizem que querem fortalecer a família, mas o que realmente querem dizer é que almejam que a família sirva como ferramenta eficaz para socializar aos filhos de acordo com suas necessidades. Raciocinamos nos parágrafos 51, 52 que o sistema não pode permitir à família ou qualquer outro grupo social de pequena escala ser forte e autônomo). Estes valores são explicitamente ou implicitamente expressos ou orçados em muitos dos materiais apresentado pelos meios de comunicação de corrente de opinião majoritária e pelo sistema educativo. Os esquerdistas especialmente do tipo sobressocializado, normalmente não se rebelam contra estes princípios, exceto quando justificam sua hostilidade à sociedade afirmando (com algum grau para valer) que esta não está vivendo de acordo com eles.
29. Tenho aqui uma ilustração da maneira como o esquerdista sobressocializado ao mesmo tempo em que adota uma afeição real às atitudes convencionais de nossa sociedade pretende estar em rebelião contra elas. Muitos promovem ações afirmativas, para inserir negros em trabalhos prestigiosos, melhorar a educação nos colégios negros e investir mais dinheiro em tais colégios; enquanto que a forma de vida da «classe baixa» negra é conservada como uma desgraça social. Querem integrar o homem negro dentro do sistema, fazer dele um executivo de negócios, um juiz, um cientista, simplesmente como gente branca de classe média alta. Em última análise querem mesmo é fazer do homem negro uma cópia do homem branco; dizem também querer preservar a cultura afroamericana. Mas em que consiste esta preservação? Pode consistir simplesmente em comer o estilo de comida negra, escutar música negra, vestir roupa ao estilo negro e ir a uma igreja ou mesquita negras. Em outras palavras, só podem expressar-se nos problemas superficiais. Em todos os aspectos ESSENCIAIS os esquerdistas do tipo sobressocializado querem mesmo é harmonizar o homem negro aos ideais de classe média do homem branco. Querem fazer o pai negro «responsável», querem que gangues negras se tornem não violentas, etc. Mas estes são exatamente os valores do sistema tecnológico-industrial. O sistema não quer saber que tipo de música homem escuta, que tipo de roupa veste ou em que religião crê, desde que estude no colégio, tenha um trabalho respeitável, ascenda a escala social, seja um pai «responsável», seja não violento e assim sucessivamente. Efetivamente, embora muitos possam negá-lo, o esquerdista sobressocializado quer integrar o homem negro no sistema para que ele adote os valores do sistema.
30. Certamente não postulamos que os esquerdistas, inclusive do tipo sobressocializado, NUNCA se rebelem contra os valores fundamentais de nossa sociedade. Claramente algumas vezes o fazem. Alguns esquerdistas sobressocializados chegaram ao ponto de rebelar-se contra um dos princípios mais importantes da sociedade moderna pelo uso da violência física. Por sua própria conta, a violência é para eles uma forma de «libertação». Em outras palavras, cometendo violência atravessam as restrições psicológicas que foram experimentadas em seu interior. Porque estão sobressocializados estas restrições foram mais limitantes para eles do que para outros; portanto precisam liberar-se delas. Mas normalmente justificam sua rebelião em termos de valores da corrente de opinião principal. Se se comprometem na violência postulam estar lutando contra o racismo ou algo parecido.
31. Compreendemos que podem haver objeções ao pequeno esboço precedente. A situação real é complexa, e algo como uma descrição completa ocuparia vários volumes, mesmo que os dados necessários estivessem disponíveis. Apenas chamamos a atenção para as duas tendências mais importantes na psicologia do esquerdismo moderno.
32. Os problemas do esquerdismo remetem aos problemas de nossa sociedade como um todo. Baixa autoestima, tendências depressivas e derrotismo não se restringem à esquerda. Embora sejam especialmente notáveis nesta, se estentem a toda nossa sociedade. E a sociedade de hoje trata de socializar-nos a um gráu maior do que qualquer sociedade prévia. Os especialistas nos dizem como comer, como fazer amor, como educar a nossos filhos e assim sucessivamente.
O Processo de Afirmação Pessoal
33. Os seres humanos têm necessidade (provavelmente biológica) daquilo a que chamaremos o "processo de afirmação pessoal". Embora esteja intimamente ligado à necessidade de poder (que é geralmente reconhecida), não é propriamente a mesma coisa. O processo de afirmação pessoal tem quatro elementos. Há três melhor definidos que chamamos ter um objectivo, esforçar-se para alcançá-lo e atingi-lo. (Todos precisam de ter objectivos que para serem atingidos requerem esforço, e precisam de conseguir atingir pelo menos alguns desses objectivos.) O quarto elemento é mais difícil de definir e pode não ser uma necessidade para toda a gente. Chamamos-lhe autonomia e será discutido mais à frente (parágrafos 42-44).
34. Considere-se o exemplo hipotético de alguém que passa a ter tudo o que quiser sem esforço. Embora tenha poder, essa pessoa há-de ficar com problemas psicológicos graves. De início irá divertir-se muito, mas aos poucos sentir-se-á fortemente aborrecida e desmoralizada. Acabará até por ficar clinicamente deprimida. A História demonstra que as aristocracias desocupadas tendem a tornar-se decadentes. Isso não é verdade para aristocracias guerreiras que tiveram que lutar para preservar seu poder. Mas aristocracias descansadas e seguras, por não terem a necessidade de aplicar-se em nada geralmente aborrecem-se, tornam-se hedonísticas e desmoralizadas, mesmo que detendo o poder. Isto mostra que o poder por si só não é suficiente. É necessário objectivos que orientem o exercício desse poder.
35. Todos têm objectivos; se não for para mais nada, pelo menos para satisfazer as necessidades vitais: comida, água, e roupas e abrigos de acordo com o clima. Mas o aristocrata descansado obtém essas coisas sem esforço. Daí seu tédio e desmoralização.
36. A não-realização de objectivos importantes resulta na morte se os objectivos forem necessidades vitais, e em frustração se a não-realização dos objectivos é compatível com a sobrevivência. A falha em realizar objectivos ao longo da vida resulta neste caso em derrotismo, fraca auto-estima ou depressão.
37. Assim, para obviar problemas psicológicos graves, os seres humanos precisam de ter objectivos cuja realização exija empenhamento, e de terem uma certa taxa de sucesso nessa realização.


 

ATIVIDADES DE SUBSTITUIÇÃO


38. Mas nem todo aristocrata descansado torna-se entediado e desmoralizado. Por exemplo, o Imperador Hirohito, ao invés de afundar-se no hedonismo decadente, devotava-se à biologia marinha, um campo no qual ele destacou-se. Quando as pessoas não tenham de aplicar-se para satisfazerem as suas necessidades vitais é frequente estabelecerem objectivos artificiais para si mesmas. Em muitos casos acabam por esforçar-se com a mesma energia e envolvimento emocionais que teriam posto para a satisfação de necessidades vitais. Assim os aristocratas do Império Romano tinham suas pretensões literárias; muitos aristocratas europeus há alguns séculos investiam enorme tempo e energia na caça, ainda que eles certamente não precisassem da carne; outras aristocracias competiam por status através de elaboradas demonstrações de riqueza; e alguns aristocratas, como Hirohito, voltaram-se para a ciência.
39. Usamos o termo "actividade de substituição" para designar actividades orientadas por objectivos artificiais e que as pessoas estabelecem por si próprias meramente para terem uma razão para se esforçarem, ou seja, meramente pela "realização" que resulta de tentarem atingir esses objectivos. Eis uma maneira de identificar actividades de substituição. No caso de uma pessoa que devota muito tempo e energia para atingir um objectivo X, se em vez disso tivesse de orientar a maior parte do seu tempo e energia para a satisfação das suas necessidades biológicas, com o empenho dos seus recursos físicos e mentais de uma maneira variada e interessante, será que essa pessoa se sentiria gravemente carenciada por não atingir o objectivo X? Se se vir que a resposta é não, então o esforço dessa pessoa para realizar o objectivo X é uma actividade de substituição. Os estudos de Hirohito em biologia marinha claramente constituíam uma atividade de substituição, já que com certeza se Hirohito tivesse que gastar seu tempo trabalhando em interessantes tarefas não-científicas de modo a obter as necessidades da vida, ele não se sentiria privado por não saber tudo sobre a anatomia e os ciclos vitais de animais marinhos. Por outro lado, a obtenção de sexo e amor (por exemplo) não é uma actividade de substituição, porque a maior parte das pessoas, mesmo que as suas existências fossem de resto satisfatórias, se sentiriam carenciadas se passassem por esta vida sem alguma vez terem tido uma relação desta natureza. (Mas a busca de uma actividade sexual excessiva, para além do que seriam as necessidades, pode já ser uma actividade de substituição.)
40. Nas sociedades industriais modernas o esforço necessário para satisfazer as necessidades vitais é mínimo. Basta em princípio que se passe por uma fase de aprendizagem para atingir uma capacidade técnica pouco exigente, depois que se compareça ao emprego dentro dos horários e se exerça um modesto esforço para não perdê-lo. Os requisitos são apenas alguma inteligência, e acima de tudo, simples OBEDIÊNCIA. Para quem os tiver, a sociedade oferece a segurança do berço à cova. (Sim, há os marginalizados que não têm garantias de satisfazer as suas necessidades vitais, mas aqui focam-se apenas as classes sociais comuns.) Assim, não é surpresa que as sociedades estejam cheias de actividades de substituição. Estas incluem o trabalho científico, os êxitos desportivos, o trabalho humanitário, a criação artística e literária, a promoção nas hierarquias empresariais, a acumulação de dinheiro e bens materiais muito para além do ponto em que deixam de acrescentar satisfação de necessidades vitais, e activismo social dirigido a assuntos que não são importantes para os próprios activistas, como no caso de ativistas brancos que lutam pelos direitos de minorias não-brancas. Nem sempre se trata de actividades puramente de substituição, pois para muitos elas podem ser motivadas em parte por outras necessidades que não sejam apenas a necessidade de ter objectivos. O trabalho científico pode ser em parte motivado pelo desejo de prestígio, a criação artística pela necessidade de expressar sentimentos, o activismo social militante por hostilidade. Mas para a maior parte daqueles que se dedicam a elas, trata-se principalmente de actividades de substituição. Por exemplo, a maior parte dos cientistas concordariam provavelmente que a "realização" que têm com o seu trabalho é mais importante que o dinheiro e prestígio que este lhes pode conferir.
41. Para muitos senão a maior parte, as actividades de substituição são menos satisfatórias que o esforço para atingir verdadeiros objectivos (isto é, objectivos que continuariam a valer a pena mesmo que a sua necessidade de atravessar o processo de afirmação pessoal já estivesse satisfeita). Uma indicação disto mesmo é o facto de em muitos casos ou a maior parte, as pessoas que estão profundamente envolvidas em actividades de substituição nunca estarem satisfeitas, nunca descansarem. Por exemplo, o indivíduo que ganha muito dinheiro continua a querer acumular mais e mais riqueza; o cientista mal acaba de resolver um problema e já está a passar para outro. O corredor de longa distância impele a si mesmo a correr cada vez mais longe e mais rápido. Muitas pessoas que exercem actividades de substituição hão-de dizer que têm muito maior realização com estas actividades do que com a ocupação "mundana" de satisfazer as suas necessidades vitais, mas isto é porque na nossa sociedade o esforço requerido para satisfazê-las é trivial. E, o que é mais importante, não as satisfazem AUTONOMAMENTE, antes fazendo parte de uma máquina social imensa. Em contraste, as pessoas têm bastante autonomia na prossecução das suas actividades de substituição.
Autonomia
42. A autonomia, como parte do processo de afirmação pessoal, pode não ser necessária para todos os indivíduos. Mas a maior parte, a trabalhar para os seus objectivos, precisa de autonomia em maior ou menor grau. Os seus esforços têm de ser empreendidos por sua própria iniciativa e têm de manter-se sob o seu comando e controlo. No entanto, a maior parte das pessoas não precisam de exercer esta iniciativa, comando e controlo como indivíduos, cada um por seu lado. Basta que o façam como membros de um grupo PEQUENO. Assim, se meia dúzia de pessoas discutem um objectivo entre si e o realizam com sucesso através de um esforço conjunto, isto serve para a sua necessidade do processo de afirmação pessoal. Se pelo contrário trabalharem sob ordens rígidas vindas de cima, que não lhes deixem espaço para decisões e inciativas autónomas, então não serve para a sua necessidade do processo de afirmação pessoal. O mesmo se aplica quando as decisões são tomadas colectivamente por um grupo tão grande que o papel de cada indivíduo é insignificante [nota 5].
43. É um facto que alguns indivíduos parecem ter uma fraca necessidade de autonomia. Pode dever-se isso a uma falta de desejo de poder ou à satisafação do mesmo identificando-se com alguma organização poderosa a que pertençam. E também há tipos acéfalos animalescos que parecem se satisfazer com um sentido puramente físico de afirmação pessoal (o bom soldado combatente, que consegue seu senso de afirmação pessoal pelo desenvolvimento de habilidades de combate as quais ele é muito contente de usar em obediência cega aos seus superiores).
44. Mas para a maior parte das pessoas é através do processo de afirmação pessoal – ter um objectivo, fazer um esforço AUTÓNOMO e atingir esse objectivo – que se adquirem a auto-estima, a auto-confiança e uma sensação de poder. Quando não tenham a oportunidade de atravessarem o processo de afirmação pessoal as consequências são (dependendo do indivíduo e da maneira pela qual o processo de afirmação pessoal lhe é bloqueado): aborrecimento, desmoralização, fraca auto-estima, sentimentos de inferioridade, derrotismo, depressão, ansiedade, culpa, frustração, hostilidade, opressão/ agressão dos companheiros ou dos filhos, hedonismo insaciável, comportamento sexual fora do normal, perturbações do sono, problemas alimentares, etc. [nota 6]


 

DIAGRAMA DA ORIGEM DOS PROBLEMAS SOCIAIS


45. Qualquer um desses sintomas precedentes podem ocorrer em qualquer sociedade, mas na sociedade industrial moderna estão presentes massivamente. Não somos os primeiros a mencionar que hoje o mundo parece estar enlouquecendo. Isso não é normal nas sociedades humanas. Há boas razões para crer que o homem primitivo sofria menos tensão e frustração e estava mais satisfeito com sua forma de vida do que o homem moderno. É verdade que nas sociedades primitivas nem tudo era um caminho de rosas. O abuso às mulheres era comum entre os aborígenes australianos, assim como a transexualidade entre algumas tribos indígenas americanas. Mas parece que EM TERMOS GERAIS os problemas relacionados no parágrafo precedente eram muito menos comuns entre os povos primitivos do que na sociedade moderna.
46. Atribuimos os problemas sociais e psicológicos das sociedades modernas à exigência imposta aos indvíduos de viverem em condições radicalmente diferentes daquelas em que a espécie humana evoluiu e de comportarem-se em conflito com os padrões de comportamento que foram desenvolvidos nessas condições ancestrais. Ficou claro pelo exposto anteriormente que consideramos a falta de oportunidade de viver plenamente o processo de afirmação pessoal, entre as condições anormais a que as sociedades modernas sujeitam as pessoas, como a mais importante de todas. Mas não é a única. Antes de analisar-se o bloqueamento do processo de afirmação pessoal como causa de problemas sociais é necessário discutir algumas das outras causas.
47. Entre as condições anormais que caracterizam as sociedades industriais modernas contam-se a excessiva densidade populacional, o isolamento do Homem da natureza, o excesso de rapidez nas mutações sociais e o desaparecimento das pequenas comunidades naturais como o clã, a aldeia ou a tribo.
48. É bem sabido que a superpopulação eleva o estresse e a agressividade. O grau de superpopulação que há hoje e o isolamento do Homem da natureza são consequências do progresso tecnológico. Todas as sociedades pré-industriais eram predominantemente rurais. A Revolução Industrial aumentou enormemente o tamanho das cidades e a proporção da população que nelas vive, e a tecnologia agrícola moderna tornou possível obter da terra o necessário para manter uma densidade populacional como nunca houve anteriormente. (Também, a tecnologia exacerba os efeitos da superpopulação porque ela põe possibilidades cada vez mais disruptivas nas mãos das pessoas. Por exemplo, uma varidade de aparelhos barulhentos: rádios, motos, etc. Se o uso desses aparelhos for irrestrito, pessoas que quiserem paz e sussego serão frustradas pelo barulho. Se seu uso for restrito, as pessoas que usam os aparelhos serão frustradas pelas regulações... Mas se essas máquinas nunca tivessem sido inventadas não haveriam os conflitos e frustrações geradas por elas.)
49. Para as sociedades primitivas o mundo natural (que em geral só muda lentamente) constituía uma referência estável e por isso inspirava um sentimento de segurança. No mundo moderno é a actividade humana que domina a natureza e não o contrário, e as sociedades modernas mudam muito rapidamente devido às mudanças tecnológicas. Não existe uma referência estável.
50. Os conservadores iludem-se: enquanto se queixam da perda progressiva dos valores tradicionais, apoiam entusiasticamente o progresso e o crescimento da economia. Aparentemente nunca lhes ocorreu que não se pode mudar rápida e drasticamente a tecnologia e a economia da sociedade sem também causar mudanças rápidas em todos os outros aspectos da sociedade, e que tais mudanças acabam inevitavelmente por sacrificar os valores tradicionais.
51. A perda dos valores tradicionais implica de certa maneira a quebra dos elos que unem os pequenos agrupamentos tradicionais. A desintegração destes grupos também é promovida pelo facto de as pessoas, nas condições modernas, terem frequentemente de mudar-se (por exigência ou tentação) para outras terras, separando-se das suas comunidades. Além disso, uma sociedade tecnológica TEM DE enfraquecer os laços familiares e as comunidades locais para poder funcionar eficientemente. Nas sociedades modernas a lealdade de cada indivíduo tem de ser primeiro ao sistema e só secundariamente à pequena comunidade, porque se as lealdades internas das pequenas comunidades fossem mais fortes do que a lealdade ao sistema, essas comunidades actuariam para se favorecerem à custa do sistema.
52. Suponhamos que um servidor público ou um executivo de uma corporação prefira nomear seu primo, melhor amigo ou correligionario para um cargo do que uma pessoa melhor qualificada para o trabalho. Permitir que a fidelidade pessoal substitua a fidelidade pelo sistema é «nepotismo» ou «discriminação», pecados terríveis na sociedade moderna. Será que as sociedades industriais fizeram um precário trabalho na subordinação da fidelidade pessoal ou local à fidelidade ao sistema, já que são normalmente muito ineficientes? (Vide América Latina). Assim, uma sociedade industrial avançada só pode tolerar comunidades de pequena escala que estejam castradas, domesticadas e convertidas em ferramentas do sistema. Uma exceção parcial se pode fazer com uns poucos grupos fechados e passivos, tais como os *Amish, os quais têm poucas conseqüências na sociedade longínqua. Aparte destes, hoje em dia existem nos Estados Unidos algumas outras comunidades de pequena escala genuínas. Por exemplo, ligas de jovens e «cultos». Todo mundo os considera perigosos, e são, porque os membros destes grupos são mais leais uns aos outros do que ao sistema, portanto este não os pode controlar. Consideremos aos ciganos. Estes comumente escapam no roubo e na fraude porque suas lealdades são tais que sempre podem conseguir outros ciganos a depor «provando» sua inocência. Obviamente o sistema estaria num sério problema se muita gente pertencesse a tais grupos. Alguns pensadores chineses do início do século XX interessados na modernização da China reconheceram a necessidade de acabar com grupos sociais de pequena escala como a família: «(Segundo Sun Yat-sen) O povo chines precisava uma nova onda de patriotismo, na qual trasnferiria sua lealdade à família para o Estado... (Segundo Li Huang) os apegos tradicionais, particularmente à família, tinham que ser abandonados para que o nacionalismo pudesse se desenvolver na China.» (Chester C. Tão, «Pensamento Político Chinês no Século Vinte», página 125, página 297).
53. A superpopulação, as mudanças rápidas e a decomposição das comunidades foram amplamente reconhecidos como origens dos problemas sociais, mas não cremos que sejam suficientes para explicar a amplitude dos problemas que hoje vemos.
54. Algumas cidades pré-industriais foram grandes e densamente povoadas, e no entanto os seus habitantes não parecem ter sofrido de problemas psicológicos como se verifica nas sociedades modernas. Hoje nos EUA ainda se encontram áreas rurais pouco povoadas, nas quais se vêem os mesmos problemas que nas áeras urbanas – embora menos agudamente nas áreas rurais. Isto para dizer que o sobrepovoamento não parece ser um factor decisivo.
55. Enquanto a fronteira dos EUA ia avançando durante o século XIX, é provável que a mobilidade da população tenha feito desaparecer as pequenas comunidades de então pelo menos tanto como hoje acontece. Na realidade, até houve famílias que escolheram viver em isolamento, sem vizinhos num raio de várias milhas, nem pertencendo a comunidade alguma, e não consta que tenham desenvolvido problemas em resultado disso.
56. Mais ainda, as sociedades fronteiriças de então mudavam muito rápida e profundamente. Um homem podia ter nascido e ser criado numa cabana de madeira, longe da alçada da lei e de qualquer forma de organização, e alimentado com carne de animais selvagens; esse mesmo homem, quando chegasse a uma idade avançada, encontrar-se-ia a trabalhar num emprego regular, vivendo numa comunidade organizada e com aplicação das leis. Sendo uma mudança mais profunda do que ocorre tipicamente na vida de um indivíduo moderno, não consta que tenha acarretado problemas psicológicos. Na verdade, a sociedade norte-americana do século XIX era optimista e auto-confiante, bem ao contrário da sociedade que lhe sucede hoje.
57. A diferença, na nossa opinião, é que o indivíduo moderno tem a sensação (e com razão) que a mudança lhe é IMPOSTA, quando o habitante fronteiriço do século XIX tinha um sentimento (também justificado) que era ele a criar a mudança, por sua própria decisão. Assim um pioneiro ocupava um pedaço de terra de sua própria escolha e tornava-a uma fazenda por seu próprio esforço. Naqueles dias um condado inteiro poderia ter apenas umas centenas de habitantes e era uma entidade muito mais isolada e autônoma do que um condado moderno é. Portanto o agricultor pioneiro participava como membro de um grupo relativamente pequeno na criação de uma nova comunidade organizada. Pode questionar-se se a criação desta comunidade era uma melhoria, mas em todo o caso isso satisfazia a necessidade desse pioneiro do seu processo de afirmação pessoal.
58. Seria possível dar outros exemplos de sociedades nas quais tem havido mudanças rápidas e/ou falta de laços comunitários próximos sem o tipo de aberração comportamental massiva que é vista na sociedade industrial contemporânea. Mantemos que a mais importante causa dos problemas sociais e psicológicos nas sociedades modernas reside no facto das pessoas não terem oportunidades suficientes para experimentarem o processo de afirmação pessoal de maneira normal. Não queremos com isto dizer que as sociedades modernas são as únicas nas quais o processo de afirmação pessoal é bloqueado. Provavelmente a maior parte senão todas as sociedades civilizadas interferem com o processo de afirmação pessoal em maior ou menor grau. Mas nas sociedades industriais o problema tornou-se especialmente gritante. O esquerdismo, ao menos em sua forma recente (da metade para o fim do século XX), é em parte um sintoma de privação em relação ao processo de afirmação pessoal.
continua...Fonte
O cara era um doido varrido mas com otimos textos.

Leia mais: http://forum.antinovaordemmundial.com/Topico-a-sociedade-industrial-e-seu-futuro#ixzz33cUVIzDj

Posted by Unknown

Programa CQC exibe: “As Minas de Prata Bolivianas”

Ronald Rios viajou até a Bolívia para mostrar a dura rotina dos mineradores de prata. O repórter foi até Potosi, conheceu uma das mais antigas minas do mundo, os riscos envolvidos em sua exploração e teve um encontro com o Deus Tio.

2 de junho de 2014
Posted by Unknown

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29 de maio de 2014
Posted by Unknown

Ex-Agente dos EUA explica como ocorre a dominação econômica de um país [Vídeo]

 

De forma simples e de fácil entendimento, Ex-agente dos EUA explica como ocorre a dominação econômica de um país. Verdades aterradoras que a maioria não tem conhecimento, confira:

 

27 de maio de 2014
Posted by Unknown

Lista de Bancos de propriedade da família Rothschild, UMA DAS 13 FAMÍLIAS ILLUMINATI

"Dê-me o controle sobre a moeda nações, e eu não me importo com quem faz suas leis" - Barão MA Rothschild
rothcrest <center>List of Banks owned by the Rothschild family</center>
ROTHSCHILD bancos estatais:
Afeganistão: Banco do Afeganistão
Albânia: Banco da Albânia
Argélia: Banco da Argélia
Argentina: Banco Central da Argentina
Armênia: Banco Central da Arménia
Aruba: Banco Central do Aruba
Austrália: Reserve Bank of Australia
Áustria: austríaco Banco Nacional
Azerbaijão: Banco Central da República do Azerbaijão
Bahamas: Banco Central das Bahamas
Bahrain: Banco Central do Bahrain
Bangladesh: Bangladesh Bank
Barbados: Banco Central de Barbados
Belarus: Banco Nacional da República de Belarus
Bélgica: Banco Nacional da Bélgica
Belize: Banco Central do Belize
Benin: Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO)
Bermuda: Bermuda Autoridade Monetária
Butão: Royal Autoridade Monetária de Butão
Bolívia: Banco Central da Bolívia
Bósnia: Banco Central da Bósnia e Herzegovina
Botswana: Bank of Botswana
Brasil: Banco Central do Brasil
Bulgária: Bulgarian National Bank
Burkina Faso: Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO)
Burundi: Banco da República do Burundi
Camboja: Banco Nacional do Camboja
Veio Roon: Bank of América Central Africano
Canadá: Bank of Canada - Banque du Canadá *****
Ilhas Cayman: Ilhas Cayman Autoridade Monetária
Central Africano República: Bank of América Central Africano
Chade: Bank of América Central Africano
Chile: Banco Central do Chile
China: Banco Popular da China ******************************************* *
Colômbia: Banco da República
Comores: Banco Central das Comores
Congo: Bank of América Central Africano
Costa Rica: Banco Central de Costa Rica
Côte d'Ivoire: Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO)
Croácia: Banco Nacional croata
Cuba: Banco Central de Cuba
Chipre: Banco Central de Chipre
República Checa: Czech National Bank
Dinamarca: Banco Nacional da Dinamarca
República Dominicana: Banco Central da República Dominicana
Leste área Caribbean: Eastern Caribbean Banco Central
Equador: Banco Central do Equador
Egito: Banco Central do Egito **********
El Salvador: Banco Central de Reserva de El Salvador
Guiné Equatorial: Bank of América Central Africano
Estónia: Banco da Estónia
Etiópia: Banco Nacional da Etiópia
União Europeia: Banco Central Europeu *************
money world  <center>List of Banks owned by the Rothschild family</center>
Fiji: Reserve Bank of Fiji
Finlândia: Banco da Finlândia
França: Banco da França
Gabão: Bank of América Central Africano
Gâmbia: Banco Central da Gâmbia
Geórgia: Banco Nacional da Geórgia
Alemanha: Deutsche Bundesbank
Gana: Banco do Gana
Grécia: Banco da Grécia
Guatemala: Banco da Guatemala
Guiné-Bissau: Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO)
Guiana: Banco da Guiana
Haiti: Banco Central do Haiti *****
Honduras: Banco Central de Honduras
Hong Kong: Hong Kong Autoridade Monetária
Hungria: Magyar Nemzeti Bank
Islândia: Banco Central da Islândia
Índia: Reserve Bank of India
Indonésia: Banco da Indonésia
Irã: O Banco Central da República Islâmica do Irã ***************************************
Iraque: Banco Central do Iraque *****************************
Irlanda: Banco Central e da Autoridade de Serviços Financeiros da Irlanda
Israel: Bank of Israel
Itália: Banco da Itália
Jamaica: Banco da Jamaica
Japão: Banco do Japão
Jordan: Banco Central da Jordânia
Cazaquistão: Banco Nacional do Cazaquistão
Quênia: Banco Central do Quênia
Coreia: Banco da Coréia
Kuwait: Banco Central do Kuwait
Quirguistão: Banco Nacional da República do Quirguizistão
Letónia: Banco da Letónia
Líbano: Banco Central do Líbano
Lesotho: Banco Central do Lesotho
Líbia: Banco Central da Líbia ************* mais recentemente adicionada *********
us homeland security seal plaque m 747261 <center>List of Banks owned by the Rothschild family</center>
Uruguai: Banco Central do Uruguai
Lituânia: Banco da Lituânia
Luxemburgo: Banco Central do Luxemburgo
Macau: Autoridade Monetária de Macau
Macedónia: Banco Nacional da República da Macedónia
Madagascar: Banco Central de Madagascar
Malawi: Reserve Bank of Malawi
Malásia: Banco Central da Malásia
Mali: Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO)
Malta: Banco Central de Malta
Maurício: Bank of Mauritius
México: Banco do México
Moldova: Banco Nacional da Moldávia
Mongólia: Bank of Mongolia
Montenegro: Banco Central do Montenegro
Marrocos: Banco de Marrocos
Moçambique: Banco de Moçambique
Namíbia: Banco da Namíbia
Nepal: Banco Central do Nepal
Holanda: Holanda Banco
Antilhas Holandesas: Banco das Antilhas Holandesas
Nova Zelândia: Reserve Bank of New Zealand
Nicarágua: Banco Central da Nicarágua
Niger: Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO)
Nigéria: Banco Central da Nigéria
Noruega: Banco Central da Noruega
Omã: Banco Central do Omã
Paquistão: Banco do Estado do Paquistão
Papua Nova Guiné: Bank of Papua New Guinea
Paraguai: Banco Central do Paraguai
Peru: Banco Central de Reserva do Peru
Philip Pines: Bangko Sentral ng Pilipinas
Polónia: Banco Nacional da Polónia
Portugal: Banco de Portugal
Qatar: Qatar Banco Central
Roménia: Banco Nacional da Roménia
Rússia: Banco Central da Rússia ******************************************** ***
Ruanda: Banco Nacional de Ruanda
San Marino: Banco Central da República de San Marino
Samoa: Banco Central de Samoa
Arábia Saudita: Agência Monetária da Arábia Saudita **************
Senegal: Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO)
Sérvia: Banco Nacional da Sérvia
Seychelles: Banco Central do Seychelles
Serra Leoa: Banco da Serra Leoa
Singapura: Autoridade Monetária de Cingapura
Eslováquia: Banco Nacional da Eslováquia
Eslovénia: Banco da Eslovénia
Ilhas Salomão: Banco Central das Ilhas Salomão
África do Sul: Sul-Africano Reserve Bank
Espanha: Banco de Espanha
Sri Lanka: Banco Central do Sri Lanka
Sudão: Bank of Sudan
Suriname: Banco Central do Suriname
Suazilândia: O Banco Central da Suazilândia
Suécia: Sveriges Riksbank
Suíça: Swiss National Bank ******************
Tajiquistão: Banco Nacional do Tajiquistão
Tanzânia: Banco da Tanzânia
Tailândia: Banco da Tailândia
Togo: Banco Central dos Estados Oeste Africano (BCEAO)
Tonga: Banco Nacional de Tonga
Trinidad e Tobago: Banco Central de Trinidad e Tobago
Tunísia: Banco Central da Tunísia
Turquia: Banco Central da República da Turquia ***********
Uganda: Banco do Uganda
Ucrânia: Banco Nacional da Ucrânia
Emirados Árabes Unidos: Banco Central dos Emirados Árabes Unidos *****************
Reino Unido: Banco de Inglaterra ******************** Mãe Banco Central *********************
EUA: Reserva Federal, Federal Reserve Bank of New York ******************************
US FederalReserveSystem Seal svg  <center>List of Banks owned by the Rothschild family</center>
Vanuatu: Reserve Bank of Vanuatu
Venezuela: Banco Central da Venezuela ***************************************
Vietnã: O Banco do Estado do Vietnã
Iêmen: Banco Central do Iêmen
Zâmbia: Bank of Zambia
Zimbabwe: Reserve Bank of Zimbabwe
Os bancos de propriedade ou controladas pelos Rothschilds: http://bit.ly/fW17i1
Banco de Compensações Internacionais (BIS): O controle de Rothschilds e como a ditar o Mundo - Bla

www.blacklistednews.com

Fonte: http://truedemocracyparty.net

Dica da leitora Marluce De Oliveira

Rússia e China prestes a anunciar o fim da era do dólar americano?

Por todo o mundo estão acontecendo reuniões de países, com uma meta comum que tem muito a ver com você, seja você ou não cidadão dos EUA: abandonar o dólar americano. Desde o início da crise da Ucrânia, o fim do dólar americano está cada vez mais perto. Movimento após movimento, Rússia e China estreitaram relações e tornaram-se aliadas mais próximas. Exemplos abundam. Para encurtar, aí vão dois exemplos recentes que chamam a atenção. 

dolar-queda-540x324A Gazprom (maior empresa russa, décima maior do mundo e a maior exportadora mundial de gás natural - controlada pelo Estado, embora tenha ações no mercado [NT]) acaba de lançar títulos na moeda chinesa, o yuan. Rússia e China assinaram um acordo para a venda de gás. 40 bancos centrais começam a apostar que no futuro, a moeda de reserva será o yuan.
Até o início de 2014, as histórias sobre o colapso do dólar soavam ainda como maluquices conspiratórias, e pouco efeito tinham sobre a geopolítica. Este ano, tudo mudou. Parece que as nações-estados pelo mundo afora estão se movendo na direção de um mundo pós-dólar americano. Já não é uma questão de "se", mas de "quando". E se você não é capaz de entender o passo-a-passo do que virá, há alto risco de acabar chocado e... assombrado.
Já não cabe dúvida de que, tão logo a Rússia, juntamente com seus numerosos aliados, faça o movimento fatal, será seguida por muitas outras nações (várias delas já estão, mesmo, tentando). Por quê?
Porque os EUA são a força mais destrutiva do planeta; e seu calcanhar de Aquiles é o "privilégio exorbitante", que a maioria conhece como 'dólar americano'; e que o Federal Reserve Note[1] chama de 'só contaram p'rá mim'.
O significado será hiperinflação, caos social, guerra civil, dentre outras desarticulações. Parece-lhes que exagero? Pois, não, não há exagero algum. Para que se tenha ideia de o quanto tudo isso pode ser ruim, péssimo, pense no que já se vê acontecendo em qualquer república socialista "de bananas"; em seguida imagine que piore muito, muito! Por que pioraria 'muito-muito'? Porque essas repúblicas 'de bananas' não emitem a moeda usada como moeda planetária de reserva.
Os Estados Unidos nada produzem, a não ser o dólar americano - coisa facílima, aliás, de produzir, como se comprovou no Canadá, com o suor de um único canadense. Operação muito, muito simples: o tal canadense emitiu milhões de dólares americanos e os colocou em circulação. Mais: o Canadá preferiu não extraditá-lo; o sujeito vive lá, como homem livre.
Agora, grandes nações-estados pretendem sair juntas do sistema do dólar americano. Um mundo "desdolarizado" - como a Rússia já diz com frequência -, pode vir a afetar a vida de milhões de norte americanos.

A Ascensão da Rússia & China



De acordo com A Voz da Rússia, o Ministro russo das Finanças pretende um aumento significativo do papel do rublo russo nas operações de exportação, reduzindo dessa forma as transações fechadas em dólar, no comércio exterior da Rússia. Acredita-se na Rússia que o setor bancário do país está "pronto para lidar com um maior número de transações assinadas em rublo".
A agência Prime News relata que em abril de 2014 o governo realizou uma reunião que foi integralmente dedicada a encontrar soluções para tirar o dólar das operações russas de exportação. Especialistas de ponta de bancos, governo e setor energético elaboraram nestas reuniões uma série de propostas, perfeitamente efetivas, para responder às tais sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra a Rússia.
A reunião de "desdolarização" foi presidida pelo vice-primeiro-ministro da Federação Russa, Igor Shuvalov: é sinal de que o movimento russo para descartar o dólar é, sim senhor, coisa séria. Depois houve outra reunião, quando se discutiram procedimentos para elevar o número de operações recebíveis em rublo, dessa vez presidida pelo vice-ministro das Finanças, Alexey Moiseev. Segundo Moiseev, nenhum dos especialistas e representantes de bancos viu qualquer problema nos planos governamentais para incrementar o comércio com pagamento em rublos. Afinal... o dólar já vem em queda livre desde a invocação do Federal Reserve e a lei relativa ao imposto sobre a renda, em 1913.
Agora, parece que até o pouco que ainda sobra já está por um fio.

A Rússia não está só.



Se não tivesse apoio, a Rússia não estaria tão audaciosa. Outras nações pelo mundo também têm interesse em aderir a um movimento de desdolarização. China e Irã, por exemplo, têm manifestado crescente interesse em levar avante esse plano. Líderes de outros países também já se manifestaram nesse sentido; em todos os casos, bateram de cara contra as conhecidas sanções-'mísseis' dos EUA.
Hoje, a especulação que corre o planeta fala da próxima visita de Putin à China, amanhã, dia 20/5: serão assinados contratos gigantes de petróleo e gás... e talvez sejam assinados com pagamentos previstos em rublos e yuans, não mais em dólares americanos.  Implica dizer que dentro de uma semana, talvez já estejamos vivendo em mundo muito, muito, muito diferente do que temos hoje [mesmo que o 'jornalismo', os 'jornais' e os 'jornalistas' absolutamente nada noticiem dessas notícias radicalmente importantes (NTs)].
Com russófobos controlando a política externa dos Estados Unidos, o ocidente está sem qualquer controle, andando a passos largos em direção ao buraco. Consequência disso é que os EUA prosseguirão, hostilizando cada vez mais a Rússia e outras nações. Com mais hostilidade, mais se fortalecerá a tendência de Rússia, China e inúmeros outros países, pelo mundo, a se separarem do dólar.
O mundo já trabalha hoje para criar uma nova infraestrutura econômica e financeira a qual, simplesmente, ignorará os Estados Unidos.
E, em reação e resposta, o que fazem os EUA? Bombardeiam mais civis. Matam mais gente. Provocam mais guerras.
Verdade é que já não tenho muita certeza de que os EUA consigam manter esse 'padrão' hoje, com o mesmo 'sucesso' com que o mantiveram há, apenas, uma década.
Bem ou mal, a humanidade começa a despertar para esse estado de coisas. Já aconteceu até de a opinião pública no mundo conseguir impedir que os EUA fizessem mais uma guerra - e a Síria foi salva. A oposição popular certamente impedirá que os EUA façam mais guerras.
Há evidência que todos já veem com clareza e que comprometem hoje terrivelmente as posições que os EUA têm adotado: Rússia e a China jogam xadrez e pensam no bem do mundo. Obama joga damas, bolinha de gude, sabe-se lá o que joga; e não pensa no bem do mundo.

A China já queria nova moeda de reserva, desde 2013

Japão e Índia já têm um acordo para moeda de reserva própria, desde 2011.

No Golfo Pérsico os árabes, junto com China, Japão, Rússia e França, já planejam pôr fim aos negócios de petróleo feitos pelo dólar americano; e trabalham para pôr no lugar desse dólar uma cesta de moedas que pode incluir o iene japonês, o yuan chinês, ouro, euros e uma nova moeda unificada especialmente pensada para uso das nações do Conselho de Cooperação do Golfo (o que incluiria nessa negociação/nova cesta de moedas, também Arábia Saudita, Abu Dhabi, Kuaite e Qatar).

O fim do sistema monetário como o conhecemos


Estamos na iminência de uma mudança massiva nos parâmetros do sistema monetário mundial... todos os especialistas sabem disso (é absolutamente claro que sabem!), mas o 'noticiário' prossegue como se nada estivesse já acontecendo. Empresários norte-americanos ou gastam ou mentem que gastam como se os EUA estivéssemos em plena recuperação econômica. Cidadãos dos Estados Unidos continuam gastando dinheiro ou mentindo que gastam e em todos os casos continuam poupando pouco, talvez com a mesma expectativa que os empresários. Os investidores continuam a investir ou a mentir que continuam a investis como se tudo estivesse às mil maravilhas.
Parece que todos esses atores têm dificuldade para contextualizar e apreender a verdade sobre a economia dos EUA. E essa verdade é a seguinte: os EUA devem tanto, tanto, tanto, que a mente humana não tem meios para compreender a sua real extensão desse endividamento. E a imprensa-empresa comercial, que existe para desinformar, desinforma o mais que pode e completa o serviço de ensinar a des-compreender (seja o que for).
O capital exposto ao risco de ser queimado, virar fumaça, é da ordem de trilhões de dólares. O mundo ocidental corre o risco de entrar numa era sombria, que o futuro conhecerá, durante séculos, como o "Grande Colapso". Bem contados, não chega a 1% dos cidadãos o número dos norte-americanos e norte-americanas que se pode acreditar que saibam disso e compreendam com clareza o movimento.
Essa minoria, sim, entende o que está acontecendo; mas tem ativos em bens tangíveis e internacionalizados [metais preciosos fora do sistema financeiro] e terão boa chance de sobreviver bem às mudanças que certamente virão.
Nunca foi mais importante, necessário, prioritário, vitalmente decisivo, desligar a televisão e não tomar conhecimento do que a imprensa-empresa comercial 'informe' ou 'noticie'. Cada um terá de fazer as próprias contas e assumir o controle da própria situação financeira. ATENÇÃO: Desligue a TV. Não leia jornais. Demita todos os jornalistas que vc ajuda a sustentar cada vez que paga para ler material produzido pela imprensa-empresa comercial, seja pelo rádio, seja impressa, seja pela internet ou pela televisão. E NÃO ESQUEÇA: AQUI VOCÊ TERÁ COBERTURA DESJORNALÍSTICA, EM TEMPO REAL!


* Define-se como anarcocapitalista libertarista. Lutador [luta-livre] contra o que considera dois dos maiores inimigos da humanidade: o Estado e os Bancos Centrais. Fundador do site The Dollar Vigilante, CEO da TDV Mídia e Serviços. Mais sobre o articulista, em http://www.thedaylybell.com/editorials/35309-Jeffrey-Bervick.

[1] Em explicação muito resumida: o dinheiro (divisa) americano não é emitido pelo governo americano, mas pelo Federal Reserve Note (que o empresta ao governo dos EUA) e que na realidade é um banco PRIVADO, propriedade de um poderosíssimo grupo de banqueiros internacionais que o manejam conforme seus interesses.  Para entender melhor acesse  http://resistir.info/eua/divida_eua.html [NTs].

18/5/2014, Jeffrey Berwick,* The Daily Bell , trad.mberublue
http://www.thedailybell.com/editorials/35309/Jeffrey-Berwick-Are-Russia-and-China-About-to-Announce-the-End-of-the-US-Dollar-Era/

Dica da leitora Marluce De Oliveira

23 de maio de 2014
Posted by Unknown




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