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Israel: fábrica de drones, arma fatal e mortífera

Desde o MALI, na África, à SÍRIA passando pelo PAQUISTÃO, os DRONES estão hoje (matando)  em todos os conflitos. NESTE MERCADO EM PLENA EXPANSÃO, ISRAEL (país que criou a tecnologia) OCUPA UM LUGAR DE LÍDER.

dronecommísselENQUANTO PROTESTOS SE LEVANTAM CADA VEZ MAIS PARA DENUNCIAR O USO DESTE EQUIPAMENTO, A EMPRESA ISRAEL AEROSPACE INDUSTRIES ABRIU PARA A GQ AS PORTAS DE SUAS OFICINAS. O QUE NOS RESERVA A GUERRA DO FUTURO? http://gq.globo.com/

POR HADRIEN GOSSET-BERNHEIM

De certo modo, o destino de Ahmed Jabari foi selado neste depósito seguro de Lod, uma  cidade de 67 mil habitantes no coração de Israel. No último dia 14 de novembro, enquanto estava andando na Faixa de Gaza, o chefe do braço armado do Hamas não tinha nenhuma chance de escapar do míssil que pulverizou seu discreto carro coreano.

dronesCerca de 30 drones Heron, o best-seller da Israel Aerospace Industries, estão sendo produzidos para Exércitos do mundo inteiro (Fotos: Pierre Terdjman)

A uma dezena de quilômetros de altitude, o drone matador, ou melhor, seus operadores, acomodados na sala de comando de uma base da Aeronáutica  israelense, tinham acabado de conseguir o tiro perfeito. Missão cumprida.

É neste hangar da Israel Aerospace Industries (IAI), onde são montadas algumas dessas aeronaves não tripuladas, que se prepara a guerra moderna.  Hoje em dia, não há um conflito, do Mali à Síria, que não demonstre a eficácia desse aparelho, especialmente onde o levantamento de informações e o alvo dos ataques valem mais do que a extensão dos danos causados. Mesmo assim,  as cerca de 30 engenhocas armazenadas na imensa oficina lembram pequenos planadores inofensivos. Com seus 8,5 metros de comprimento, 16,6 metros de envergadura e sua fuselagem dupla de materiais compostos, ele até parece um pouco desajeitado. Com 250 kg, entre câmeras e radares, o Heron voa a ula altitude de 9 mil metros.

drones1O motor é de ultralee e a estrutura, banal, de materiais compostos. Mas o equipamento de observação embarcado é topo de linha

Nada impressionante também em relação à mecânica. “São motores de ultraleve um pouco melhorados, nada mais”, confidencia Ilan Katalan, um dos técnicos. Velocidade de cruzeiro? Apenas 200 km/h. Não se deixe enganar pela aparente simplicidade do lugar: é aqui que a IAI produz o Heron, seu best-seller, a máquina que domina a categoria MALE (média altitude, longa resistência), a mais comum entre os drones. 

Apesar de sua aparência, o Heron é um verdadeiro canivete suíço da informação aérea.Voando a uma altitude de 9 mil metros, fornece informações em tempo real sobre o alvo graças a seus 250 quilos de material embarcado: câmeras ópticas e térmicas, visor a laser, radar ar-solo. Capaz de se manter em voo durante dezenas de horas, em todas as condições atmosféricas, aterrissar e decolar automaticamente, inclusive em terreno inimigo. Armado de uma bomba, transforma-se em máquina de matar, como na impressionante cena de abertura  de “O Legado Bourne (2012)”, em que Jeremy está sendo atacado por um drone no Alasca.

Produto de exportação

Essa polivalência já convenceu 13 países, inclusive a Turquia, os Estados Unidos, a Alemanha e a França. Embora equipe a polícia mexicana na luta contra os narcotraficantes, seu lugar favorito continua sendo o campo de batalha. Os israelenses o utilizaram pela primeira vez em dezembro de 2008 durante a operação Chumbo Fundido, na Faixa de Gaza, oferecendo às tropas no solo uma visão bastante clara do conflito. Desde então, o Heron se  tornou também frequentador assíduo dos céus iraquianos, afegãos ou líbios.

A dependência dos militares em relação aos aviões não tripulados é hoje tão forte que alguns observadores ressaltam a ilusão de uma guerra “limpa”. Esta é uma crítica que visa especialmente o presidente americano Barack Obama, que faz deles um uso ilimitado, reunindo toda terça-feira os responsáveis pelas informações para estabelecer a lista dos membros da Al-Qaeda a serem eliminados pelos ares, conforme foi revelado pelo New York Times.

Em fevereiro deste ano, John Brennan, conselheiro de contraterrorismo do presidente americano e hoje diretor da CIA, foi questionado a respeito desse assunto durante uma audição perante a comissão das informações. 

Um relatório da ONU divulgado no início de Abril de 2013 pediu uma moratória global sobre o desenvolvimento de robôs altamente sofisticados, que podem ser selecionados e matar alvos, sem um ser humano emitir diretamente um comando. Estas máquinas, conhecidos como robôs autônomos letais (LAR-Lethal Autonomous Robots), pode soar como ficção científica – mas os especialistas acreditam cada vez mais que alguma versão dessas máquinas, robôs poderia ser criado no futuro próximo.

Desde 2008, 2,5 mil pessoas foram eliminadas dessa maneira somente no Afeganistão, incluindo inocentes. Hoje, o sucesso dessa arma reforça o lugar de Israel como primeiro exportador mundial de drones, à frente dos Estados Unidos, com mil aeronaves vendidas em 42 países. A IAI, que tinha se especializado desde a sua criação em 1948 na recuperação de aeronaves de linha, encontrou um excelente filão. Com cerca de US$ 500 milhões de faturamento anual, a divisão Malat (drone em hebraico) se tornou uma mina de ouro para a empresa. 

“Somos precedidos por nossa fama baseada em nossa experiência tecnológica, apesar de nossos clientes potenciais serem às vezes reticentes em relação à ideia de obter informações com uma empresa israelense”, explica, impassível, Jacques Chemla, diretor da Malat. Toda essa tecnologia também tem um preço. Um Heron pode custar de 10 a 50 milhões de euros.

Chemla é um dos pioneiros da indústria dos drones. Nascido na Tunísia, chegou à França aos 4 anos. Formado na Universidade de Paris VI – Jussieu, terminou seus estudos no Instituto Israelense de Tecnologia de Haifa. A ideia de um aparelho capaz de voar durante horas acima das linhas adversas para transmitir informações em tempo real nasceu em Israel, após o ataque surpresa sírio-egípcio da Guerra do Yom Kippur, em 1973. Nove anos depois, durante a Guerra do Líbano, os drones israelenses tornaram-se operacionais, possibilitando a destruição sem dificuldade dos lançadores de mísseis sírios escondidos no Vale do Beqaa. Isso impressionou os americanos, que se apressaram em encomendar vários exemplares. 

drones2

A milhares de quilômetros do campo de batalha, esses operadores de drones americanos podem matar por trás de uma tela. O que não os protege de choques pós-traumáticos, como revelou a revista Der Spiegel, em dezembro de 2012

Das evoluções aos saltos tecnológicos, o diretor da Malat  teve tempo para se convencer que o futuro pertence aos drones. “Além do fato de que você não se arrisca a perder um piloto, pode mantê-los voando durante horas e dispõe de equipe completa em solo para analisar os dados transmitidos”, afirma.

Na verdade, se isso só dependesse dele, os drones substituiriam também os pilotos da aviação civil. “As aeronaves de última geração, como o Airbus A380 ou o Boeing 777, na verdade são drones: decolagem, aterrissagem e cruzeiro, tudo é controlado por computador. O  único obstáculo para a eliminação da tripulação é psicológico.”

A revolução já está a caminho nas Aeronáuticas israelense e americana, em que os drones já são mais numerosos do que as aeronaves tradicionais.

Até 2018, a Polônia substituirá sua frota de velhos Sukhoi Su-22M. O reverso desta “democratização” dos aviões não tripulados é a divulgação da tecnologia. No final de 2012, o Neutron, drone de combate projetado na Europa, efetuou seu primeiro voo com absoluto sucesso.

Já há mais drones do que aviões tradicionais nos exércitos de Israel e EUA

Os engenheiros da IAI exploram o mercado militar. A pesquisa abrange tanto o campo de ação quanto a capacidade de carga. Com um raio de alcance de 1,5 mil quilômetros, algumas aeronaves, como o Eitan israelense, são capazes de realizar missões estratégicas em cima do Irã. E quando um drone francês sobrevoa o Afeganistão ou a Líbia, o ministro da Defesa pode receber as imagens em tempo real na sua sala em Paris.

Mas em termos de volume os progressos são os mais espetaculares. Ao contrário do Global Hawk americano, um monstro de 12 toneladas, os novos drones já são milagres da miniaturização. Para fazer uma demonstração, dois jovens acabam de entrar no depósito da IAI. Um dos dois está segurando um controle, parecido com os consoles de jogos eletrônicos. 

drone BorboletaCom 18 gramas incluindo a câmera, o drone Borboleta é um prodígio de miniaturização

O outro segura delicadamente entre dois dedos uma engenhoca esquisita com uns 20 centímetros de largura e peso de 18 gramas. Esse é o drone Borboleta, recém-nascido da Malat, que só aceitou mostrá-lo depois de longas negociações. E é apenas o modelo de demonstração.

A versão  operacional (e confidencial) não ultrapassa 11 gramas. “Para se chegar nele, cada gota de cola foi pensada”, diz Eliad Michaeli, com o controle em mãos. Com 18 anos, este rapaz de mais de 2 metros é uma das jovens crias da IAI: formado na escola tecnológica interna da empresa, irá em breve para o Exército em uma unidade de drones, antes de partir para o centro de pesquisa da Malat. 

O Borboleta voa agora por cima dos Herons sendo montados, que em comparação parecem de repente gigantescos. O minúsculo drone mantém um voo perfeito. Equipado com câmera, torna-se uma arma temível. Em virtude do sigilo de defesa, talvez nunca o saibamos, mas antes de ser pulverizado por um míssil, Ahmed Jabari, o chefe do Hamas, talvez tenha notado um leve barulho: o farfalhar das asas de uma borboleta.  

Edição e imagens adicionais: Thoth3126@gmail.com | Fonte

7 de julho de 2014
Posted by Unknown

Drones – Assassinos eletrônicos

Que tal se fosse possível exterminar um esconderijo inimigo por controle remoto !? Detonar um grupo terrorista, ou aquele grupo de pessoas que vazam documentos/informações confidenciais estando à alguns (não tantos) quilômetros de distância do alvo !? E tudo isso podendo assistir de camarote por uma telinha lcd !!

Acompanhe o artigo e saiba como anda aquecido o mercado de drones assassinos !

Cada vez mais leves, menores e (claro) mais baratos os drones vem se tornando uma realidade em campos de batalha e guerrilhas. Como o interesse óbvio focado nas forças militares estadunidenses mais e mais empresas vem desenvolvendo novos equipamentos.

Mas nem tudo são flores… Com os orçamentos militares reduzidos e a retirada das tropas estadunidenses do Afeganistão, a concorrência vem sendo cada vez maior e os preços menores. Sem fazer menções de quem realmente leva vantagem nessa brincadeira, vamos partir para aquilo que interessa.

Drones kamikazes

A última palavra em drones assassinos são, como vem sendo chamados, os drones “kamikazes”. O nome, que me pareceu bastante justo, se deve ao fato desses drones explodirem juntamente com seus alvos.

Dois destes equipamentos estavam em um evento da Associação Internacional de Sistemas Veiculares Não Tripulados (AUVSI) em Washington, capital estadunidense, durante esta semana: o Battlehawk da Textron System e o Switchblade de Aerovironment. Ambos dispositivos que podem ser transportados em uma pequena mochila e lançados à mão.

Battlehawk

Battlehawk da Textron SystemTendo suas asas em fibra de carbono e medindo 22 polegadas (cerca de 56cm) com o tubo de lançamento, o Battlehawk é um dispositivo que pesa 2,5Kg. Seu controle de voo é feito por, acredite, um aplicativo Android, então seria possível controlá-lo por um smartphone ou um tablet.

A bateria deste drone lhe oferece 30min de autonomia. Tempo em que o soldado pilotando o drone terá para decidir-se entre atacar o alvo ou abortar a missão.

“Caso haja um sniper a 3km de distância, ele poderá ser abatido sem a necessidade de se solicitar suporte aéreo”. – informou Cathy Loughman, Gerente Sênior de programação da Textron.

Então vamos “realizar” o cenário: Você tira o Battlehawk da mochila, faz o lançamento usando o tubo, liga a câmera pra assistir o voo e localizar o alvo, arma a granada no nariz do dispositivo e… Joga o aviãozinho com tudo pra cima do tanque, caminhão, aquele terrorista que estava “de boa na lagoa” ou, quem sabe dormindo… Mas preocupe-se em realizar bem a tarefa afinal, pode ter certeza que seu chefe vai querer assistir ao vídeo depois !!

Mas, com o fim dos conflitos no Afeganistão, a Textron pretende converter o Battlehawk em um dispositivo de aplicação da lei em território estadunidense. Os planos são de incorporar uma bateria de maior capacidade, permitindo voos mais longos. Além de granadas de fumaça para dispersão de multidões. Que ótimo não !?

O drone continua em fase de testes.

Switchblade

Switchblade de Aerovironment

A Aerovironment desenvolveu um dispositivo semelhante e que já vem sendo utilizado pelo exército estadunidense, o Switchblade. Pesando o mesmo que o Battlehawk (2,5Kg), porém dispondo de apenas 10min de autonomia de voo.

Assim como as demais empresas que constroem esses droids assassinos, a Aerovironment vem pleiteando com a Administração Federal de Aviação dos USA o direito de voarem com seus dispositivos em território aéreo estadunidense.  A agência, por sua vez, deu um ultimato ao Congresso e ao Presidente Obama, que terão o prazo até 2015 para tomar a decisão de como será feita a integração dos drones com aeronaves tripuladas.

Muitas empresas também estão à procura de novos mercados no exterior. Esta semana, a Aerovironment assinou um acordo para construir drones dos USA na Índia para as forças de defesa da Índia. Representantes de outras empresas na exposição dizem que estão se preparando para vender drones para os rivais China e Rússia.

“Estamos nos preparando para a hora (2015) e à procura de novas oportunidades”, disse Dave Heidel da Aerovironment.

Fonte

18 de agosto de 2013
Posted by Unknown

Inseto espião para áreas urbanas já está em produção financiado pelo governo dos Estados Unidos!

Seria um mosquito?
Não. É um inseto espião para áreas urbanas - já em produção - financiado pelo governo dos Estados Unidos. Ele pode ser controlado remotamente e está equipado com uma câmera e um microfone.

Além disso, o inseto espião tem o potencial para tirar uma amostra de DNA caso pouse em você. Ele pode voar por uma janela aberta ou permanecer em sua roupa até que você o leve para dentro de casa.

Ainda em 2007, o governo dos EUA foi acusado de insetos desenvolvidos secretamente (espiões robóticos) quando manifestantes anti-guerra nos Estados Unidos viram alguns objetos voadores semelhantes a libélulas ou helicópteros pairando pouco acima deles. Nenhuma agência governamental admitiu ao desenvolvimento de drones inseto do tamanho de espionagem apesar de algumas organizações oficiais e privadas admitiram que estavam tentando.
Em 2008, os EUA da Força Aérea mostrou espiões como "abelhas pequenas" que não seriam detectados ao voar em edifícios "fotografar, gravar, e os insurgentes mesmo ataque e terroristas".
A Agência de pesquisa Militar dos Estados Unidos (DARPA) realizou no mesmo ano um simpósio discutindo 'bugs, bots, Borgs e bio-armas. " Ao mesmo tempo a chamada máquina Ornithopter voando com base em desenhos de Leonardo Da Vinci foi revelado e afirmou que estaria pronto para lançamento em 2015.
Laboratórios inteligentes da Lockheed Martin revelaram a Robótica drones chamado Samarai que também imita matérias da natureza. “As tropas dos EUA poderiam jogá-los como um bumerangue para ver imagens em tempo real do que está na próxima esquina”.
Os EUA não estão sozinhos em miniaturizar drones que imitam a natureza: França, Holanda e Israel também estão desenvolvendo dispositivos semelhantes.

Fonte

20 de agosto de 2012
Posted by Unknown




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